Artigo Espírita do mês

O Espiritismo é doutrina de caráter filosófico que engloba a ciência da observação e a moral que, para muitos, reveste-se de aparência religiosa. Crê em Deus como Criador de todas as coisas, entendendo-O justo e bom; é cristão, seguindo os preceitos de Jesus a respeito da conduta na vida terrena e espiritual, bem como entende como verdadeira a capacidade humana de “fazer ponte” com o mundo dos espíritos através da mediunidade, recebendo assim muitas orientações morais relevantes para melhorar o comportamento e a vida na Terra.
Codificada por Allan Kardec (pseudônimo do grande educador francês Hippolyte Leon Denizard Rivail) em 1857, em abril de 2017 o Espiritismo completou 160 anos de existência como código, como roteiro a ser estudado e seguido por seus adeptos.
Diferentemente do que se possa pensar – e por essa razão o Espiritismo não foi nomeado “kardecismo”, termo equivocado usado pelos que desconhecem as bases doutrinárias – Kardec não inventou o Espiritismo, recepcionou através de técnicas específicas, os conteúdos que importariam que compusessem as obras básicas espíritas, quais sejam, O Livro dos Espíritos, O Livro dos Médiuns, O Evangelho segundo o Espiritismo, O Céu e o Inferno e A Gênese.
O diferencial do Espiritismo em relação às demais religiões cristãs é ser desapegado de ritos, privilegiando a transformação moral. Além disso é eminentemente reencarnacionista, sendo a reencarnação uma lei natural milenarmente conhecida, a qual justifica as mazelas materiais e morais que os seres humanos experimentam na existência.
A Doutrina Espírita é consoladora, recebe todas as pessoas sem perguntar sua origem, sua religião ou seu objetivo. Através dos esclarecimentos que explicam a justiça e o amor divinos, bem como utilizando-se de tratamentos espirituais, fortalece o ser humano para que vença a si mesmo, deixando de privilegiar as imperfeições e favorecendo o desenvolvimento dos valores e qualidades morais.
Positivo por sua natureza, o Espiritismo é uma nova forma de entender a vida, pois através dele percebemos não ser vítimas, mas construtores da própria história. Todo espírita deve ser reconhecido não por esse título, mas, como disse Kardec, “reconhecese o verdadeiro Espírita pela sua transformação moral, e pelos esforços que faz para domar suas más inclinações.” (1)
Vania Mugnato de Vasconcelos

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